Eu, candidato

A política sempre fez parte da minha vida. No colégio, fui representante de classe e lembro de brigar pela criação do Grêmio estudantil. Era época do impeachment do Collor e eu procurava um meio pra me expressar diante dos acontecimentos.

Na Universidade fui Presidente do Centro Acadêmico da Faculdade de Direito onde criei junto com amigos o grupo estudantil Paratodos. Foi um período que convivi com grandes juristas, como por exemplo o advogado José Carlos Dias que depois foi muito importante na minha vida. Fui também Coordenador do Núcleo de Cidadania do Mackenzie. Foi nessa época que conheci o Betinho, meu maior ídolo e figura que me ajudou a consolidar essa vocação. Participei ativamente da Ação da Cidadania, a famosa campanha dele de combate à fome.

Em 1999, fui pego de surpresa com um convite incrível. O Zé Carlos Dias foi nomeado Ministro da Justiça, e me convidou para ser seu assessor particular. Mudei pra Brasília e acompanhei o ministro nas situações mais diversas, em todas as capitais do pais e no exterior e participei de perto da discussão sobre uma nova e moderna política de segurança pública.

Em 1999, fui pego de surpresa com um convite incrível. O Zé Carlos Dias foi nomeado Ministro da Justiça, e me convidou para ser seu assessor particular. Mudei pra Brasília e acompanhei o ministro nas situações mais diversas, em todas as capitais do pais e no exterior e participei de perto da discussão sobre uma nova e moderna política de segurança pública.

Um ano depois estava em São Paulo participando ativamente da campanha de Marta Suplicy à Prefeita. Ao ser eleita ela me convidou para dirigir a implantação da Coordenadoria da Juventude da Prefeitura, órgão que coordenei ao longo dos quatro anos de seu governo – época em que criamos muitos projetos relacionados ao comportamento e à cultura jovem.

Em 2004, participei do lançamento da candidatura da Soninha à Câmara dos Vereadores, coordenei sua campanha e fui seu chefe de gabinete por dois anos.

Nas minhas experiências privadas o aspecto público também sempre foi marcante: no Studio SP, do qual sou um dos fundadores, criamos uma plataforma de lançamentos da nova música brasileira, revelando toda uma cena que hoje ocupa lugar de destaque. Participei também da criação do Overmundo – site multicultural e colaborativo feito para ajudar na difusão da cultura brasileira. Além disso, já faz tempo que sou colunista de política da revista TRIP.

Apesar de tudo, confesso que sempre tive uma certa vergonha de assumir pra mim e pra todo mundo que realmente meu caminho era o da política. Mas nos últimos meses um série de acontecimentos, foram transformando essa vergonha em orgulho, porque de uma certa maneira, os mundos da política e da cultura foram se encontrando.

A grafite invadiu MASP na exposição da choque cultural e conquistou o espaço que sempre mereceu, os Gêmeos e outros artistas que conheci pixando os muros da cidade, se tornaram reconhecidos internacionalmente; reunimos mais de mil pessoas no festival de política da Trip em pleno domingo de sol, e o Studio SP se inseriu num grande processo de revitalização da região que hoje ficou conhecida como Baixo Augusta – que até Bloco de carnaval rendeu, numa experiência fantástica de produção comunitária da celebração da diversidade e renascimento do bairro.

Participei de diversas experiências e convivi com personagens importantes nas viagens oficiais, nos gabinetes, mas também mergulhei a fundo no imaginário do underground da cidade e tive contato verdadeiro com a vanguarda. Sinto-me preparado, portanto, para juntar esses dois universos, que podem parecer muito distantes um do outros – mas na verdade não são, pois tanto a política precisa largar a caretice, como nossa geração precisa se engajar para ser representada.

É por isso tudo e estimulado pela querida Marina Silva, com quem fui para o Partido Verde em busca de um novo jeito de fazer política, que aceitei o desafio de lançar minha pré candidatura a deputado federal para a partir desse momento discutir idéias e propostas para nosso país em busca do voto de opinião.

Como não farei uma dessas campanhas caríssimas, bancadas por lobbys que comprometem a atuação de todos os políticos, nem vou cair na demagogia do curral eleitoral que compra votos, é pela internet que vou expor minhas idéias. Para conquistar o voto de quem pensa como eu e para elevar o nível do debate político.